1° de Dezembro | Dia Mundial de Luta Contra a AIDS.

1° de Dezembro | Dia Mundial de Luta Contra a AIDS.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima-se que, só em 2015, 1 milhão de pessoas tenham morrido por causas associadas a AIDS, e outras 2 milhões tenham adquirido o vírus do HIV.

Atualmente, há aproximadamente 36,7 milhões de pessoas vivendo com a doença no mundo; a maioria delas (70%) vive em países da África subsaariana.

Um décimo das pessoas HIV-positivo são crianças com menos de 15 anos de idade. Mais de mil são infectadas a cada dia. Sem tratamento, metade dessas crianças morrerão antes de completarem 2 anos de idade.

O que causa o HIV/Aids?

O HIV/Aids é causado pelo vírus da imunodefiência humana, que geralmente é transmitido por meio de relação sexual sem uso de preservativo e pela troca de fluidos corporais. O vírus também pode ser transmitido durante a gravidez, no parto, em transfusões sanguíneas, em transplantes de órgãos, durante a amamentação e por meio do compartilhamento de agulhas contaminadas.

Sintomas do HIV/Aids

Algumas pessoas podem desenvolver sintomas similares aos de uma gripe, como febre, mal-estar prolongado, gânglios pelo corpo, erupções cutâneas vermelhas na pele, dor de garganta e dor articular nas primeiras duas a seis semanas depois da infecção pelo vírus. Outras pessoas podem não apresentar sintomas por muitos anos enquanto o vírus, vagarosamente, se replica.

Uma vez que esses sintomas desaparecem, o HIV não se manifesta por meio de outros sintomas por muito tempo (em torno de 2 a 15 anos).

Considera-se que uma pessoa vivendo com o vírus HIV tenha desenvolvido a Aids quando seu sistema imunológico estiver fraco a ponto de não poder mais combater infecções oportunistas e doenças como a pneumonia, a meningite e alguns tipos de câncer. Uma das infecções mais comuns entre pessoas vivendo com a Aids é a tuberculose (TB), que, a cada ano, causa um terço das mortes nessa população.

Diagnosticando o HIV/Aids

Conhecer o quanto antes a sorologia positiva para o HIV aumenta muito a expectativa de vida de uma pessoa que vive com o vírus. Quem se testa com regularidade, busca tratamento no tempo certo e segue as recomendações da equipe de saúde ganha muito em qualidade de vida.

Por isso, se você passou por uma situação de risco, como ter feito sexo desprotegido ou compartilhado seringas, faça o teste anti-HIV. O diagnóstico da infecção pelo HIV é feito a partir da coleta de sangue ou por fluido oral. No Brasil, temos os exames laboratoriais e os testes rápidos, que detectam os anticorpos contra o HIV em cerca de 30 minutos. Esses testes são realizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), nas unidades da rede pública e nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA).

Os exames podem ser feitos de forma anônima. Nesses centros, além da coleta e da execução dos testes, há um processo de aconselhamento, para facilitar a correta interpretação do resultado pelo(a) usuário(a). Também é possível saber onde fazer o teste pelo Disque Saúde (136).

Além da rede de serviços de saúde, é possível fazer os testes por intermédio de uma Organização da Sociedade Civil, no âmbito do Programa Viva Melhor Sabendo.

Em todos os casos, a infecção pelo HIV pode ser detectada em, pelo menos, 30 dias a contar da situação de risco. Isso porque o exame (o laboratorial ou o teste rápido) busca por anticorpos contra o HIV no material coletado. Esse período é chamado de janela imunológica.

Estima-se que somente 54% das pessoas que vivem com o HIV estejam cientes de sua condição.

Tratando o HIV/Aids

Não há cura para a infecção pelo HIV/Aids, embora os tratamentos estejam muito mais efetivos do que no passado. Uma combinação de medicamentos, conhecidos como antirretrovirais (ARVs), ajudam a combater o vírus e permitem que as pessoas levem vidas mais longas e saudáveis, sem que seu sistema imunológico seja afetado rapidamente, além de serem usados atualmente também como medida preventiva para diminuir a transmissão.

Os programas de HIV/Aids da rede pública de saúde oferecem testes para o vírus e aconselhamento pré e pós-teste, além de tratamento e prevenção de infecções oportunistas, prevenção da transmissão de mãe para filho e provisão de ARVs para as pessoas que tenham indicação de tratamento.

Assista a animação abaixo que explica formas de contenção do HIV/Aids:

Formas de Prevenção

A camisinha ou preservativo continua sendo o método mais eficaz para prevenir muitas doenças sexualmente transmissíveis, como a Aids, a sífilis, a gonorreia e alguns tipos de hepatites em qualquer tipo de relação sexual (anal, oral ou vaginal), seja homem com mulher, homem com homem ou mulher com mulher.

Embora o preservativo masculino seja o modelo mais conhecido e de uso mais disseminado, as mulheres também têm a opção de utilizar a camisinha feminina. Seja qual for o modelo, a camisinha deve ser usada do começo até o fim de qualquer relação sexual e nunca utilize o mesmo preservativo mais de uma vez

Prevenção na utilização de materiais perfuro-cortantes

Devido a possibilidade de se transmitir o vírus HIV durante o compartilhamento de objetos perfuro-cortantes, que entrem em contato direto com o sangue, é indicado o uso de objetos descartáveis. Se os instrumentos não forem descartáveis, como lâmina de depilação, navalhas e alicates de unha, é recomendável que se faça uma esterilização simples (fervendo, passando álcool ou água sanitária).

É importante destacar que os objetos cortantes e perfurantes usados em consultórios de dentista, em estúdios de tatuagem e clínicas de acupuntura também correm o risco de estarem contaminados. Portanto, exija e certifique-se que os materiais estão esterilizados e, se são descartáveis, sejam substituídos.

Prevenção no uso de drogas injetáveis

O uso de drogas injetáveis e o compartilhamento de seringas é uma das principais formas de transmissão do vírus HIV. Durante o contato do sangue soropositivo, a seringa é contaminada e a reutilização da seringa por terceiros é também uma forma de contagio do vírus, já que pequenas quantidades de sangue ficam na agulha ou seringa após o uso. Se outra pessoa usar essa agulha ou seringa, esse sangue será injetado na corrente sangüínea da pessoa.

Por isso, os usuários de drogas injetáveis também precisam tomar alguns cuidados: Ter matérias de uso próprio (seringa, agulha, etc) e não compartilhá-los com outros usuários; Não reutilizar as agulhas e seringas; Descartar os instrumentos em local seguro, dentro de uma caixa ou embalagem.

As campanhas para se evitar a contaminação do HIV entre os usuários de drogas injetáveis contam com distribuição de seringas e agulhas esterilizadas.

Prevenção em transfusão de sangue

O contagio de diversas doenças, principalmente do vírus HIV, através da transfusão de sangue e da doação de órgãos tem contribuído para que as instituições de coleta selecionem criteriosamente seus doadores e adotem regras rígidas para testar, transportar, estocar e transfundir o material. Estes procedimentos estão garantindo cada vez mais um número menor de casos de transmissão de doenças através da transfusão de sangue e da doação de órgãos.

Atualmente, apenas pessoas saudáveis e que não façam parte dos grupos de risco para adquirir doenças infecciosas transmissíveis pelo sangue, como Hepatites B e C, HIV, Sífilis e Chagas, podem fazer a doação de sangue.

Ainda assim é imprescindível que você, ou seus familiares, se certifiquem, antes de se submeter a transfusão de sangue, de que o sangue e o material hemoderivado foi devidamente testado.

Prevenção da transmissão vertical (gravidez, parto ou amamentação)

É importante que toda mulher grávida faça o teste que identifica a presença do vírus HIV. Se o exame for positivo, a gestante vai receber um tratamento adequado para evitar a transmissão para o filho na hora do parto.

A gestante soropositiva recebe ao longo da gravidez e no momento do parto medicamentos indicados pelo médico. Até as seis primeiras semanas de vida, o recém nascido também deverá fazer uso das drogas.

Como a transmissão do HIV de mãe para filho também pode acontecer durante a amamentação, através do leite materno, será necessário substituir o leito materno por leite artificial ou humano processado em bancos de leite que fazem aconselhamento e triagem das doadoras.

Fontes:

Médicos sem fronteiras – https://www.msf.org.br/

Ministério da Saúde – http://www.aids.gov.br

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